terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sobre Anéis, Dedos e Trocadilhos...

Ontem teve maratona "O Senhor dos Anéis". Os três filmes em sequência. Nove horas e vinte minutos de Terra-Média. Muito bom. Devia fazer uns dois anos desde que assisti à série pela última vez. Gostei de novo. Mas gostei mneos do que gostava. Quer dizer, o filme é demais. Impecável. A estória é um absurdo de tão boa. Mas me incomodou um pouco a limpeza do filme. Resolvi, então, escrever um final que me agradaria mais.

Eu escrevi um final diferente para "O Senhor dos Anéis". Sam, aquele gordinho meio bicha, casa-se com Rosinha, aquela hobbit feia. Até aí é plágio puro. Acontece que no meu final, o casamento funciona um pouco diferente. Ele bate nela e nos filhos. Regularmente, pra descontar a frustração. Frustrado porque, na verdade, ele queria era dar o anel pro senhor Frodo. Mas o cara nunca lhe quis comer o brioco.

Frodo, por sua vez, depois da instantânea fama miojo estilo BBB, vira um bêbado solitário e decadente, que conta a história de quando salvou o mundo para levar pra cama uma ou outra vagabunda mais fácil entre um porre desclassificante e outro.

Merry e Pippin morrem em decorrência de alguma idiotice infantilóide que aprontam. Aragorn casa-se com Arwen, a elfa gostosa, e a trai com Éowyn, aquela loirinha marromeno de Rohan. Arwen descobre, mas como já havia desistido da vida eterna mesmo, acaba aceitando uma relação a três pra não perder a viagem.

Legolas e Gimli, amigos inseparáveis, viram atores pornô. Legolas, o galã elfo metrosexual com o pau de dez centímetros. E Gimli, o anão pitoresco com o pau de trinta. Os dois revolucionam a indústria ao produzirem e protagonizarem o filme que trás uma cena dos dois em um ménage com a primeira Orc Fêmea do mundo. Na cena, Gimli, no melhor estilo interior de Minas Gerais, solta a famosa frase: "Até que ela (a orc fêmea) não é ruim, mas aquela égua do filme passado era melhor." A frase cai na boca do povo e vira mais um motivo para se zoar um orc. Como se os que já existiam fossem poucos.

Elron, o elfo pai, desiste daquelas viadagens elficas, bota um terno preto, um par de óculos escuros, corta o cabelo e vai brigar com um certo Sr. Anderson em um outro filme mais divertido. Galadriel, inconsolável, resolve viajar pelo mundo como uma sexóloga que ensina as mulheres a dizerem para seus maridos o que querem na cama através da telepatia.

Gandalf e Bilbo passam seus cem últimos anos reumáticos jogando gamão e lembrando do time do Botafogo da década de sessenta. Sauron renasce. Dessa vez num vibrador, deixando no ar a idéia de que haverá um quarto filme, provando a tendência de Hollywood de estragar boas estórias com sequências caça-níqueis como Rambo 2, a Missão; A Morte de Jason 3, Ele Renasce de Novo; Rocky 5; O Hobbit...